Ausência
A tela em branco espera por mim... e nada há que eu gostaria que fosse dito. Nenhum poema, nenhuma imagem, nenhuma estória. Apenas um silêncio que não sei reproduzir me acompanha desde sempre.
É o silêncio das agonias infindas. Das horas eternas. O silêncio esperado e desesperado, que grita e sussurra. E preenche as lacunas da minha indignação, da minha rebelião. E substitui as palavras muitas vezes ensaiadas e nunca ditas.
Escrito por Fátima às 16h50
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